Review: The Incredible Adventures of Van Helsing

Coloque seu chapéu de abas largas, pegue suas armas, e embarque numa incrível aventura no mundo gótico-noir de Borgóvia, onde uma ciência louca ameaça a frágil paz entre monstros e mortais.

Assumindo o papel de Van Helsing, o jogo tem muito mais do que apensa “incríveis aventuras”: é um ARPG bem diablesco, tanto em termos de ambientação quanto jogabilidade, e certamente honra o gênero.

Launch Trailer – The Incredible Adventures of Van Helsing

Com modos online cooperativos para até 4 jogadores e competitivos para até 8 jogadores, conheça mais sobre o primeiro jogo da trilogia, que em breve terá sua sequência lançada.


Ficha Técnica

Gênero: ARPG (Action Role-Playing Game) / Diablo Clone
Desenvolvido por: NeoCore Games
Publicado por: NeoCore Games
Cooperativo: 4 jogadores
Requisitos Mínimos Requisitos Recomendados
Processador: Dual Core 2 GHz Quad Core 2 GHz
Memória: 1 GB 2 GB
Vídeo (NVidia): Geforce 8800 GT Geforce GTX 275
Vídeo (AMD): Radeon HD 3850 Radeon HD 5770
Direct X: 9.0c


Enredo

O jogo te põe nos pés do filho do grande Van Helsing, um sapato bem grande para se calçar. Retornando a Borgóvia, você terá a missão de desvendar um mistério, onde o mundo da ciência conflita com a magia, e torna-se um perigo para toda humanidade.

Mas você não estará sozinho: você será acompanhado pela Katarina, uma fantasminha nada camarada, que te auxiliará tanto dentro quanto fora de combate, e por vezes te comprometerá em diálogos!

Para ilustrar a história do jogo, em alguns pontos são utilizadas cutscenes em formato de vídeo, mas além de serem bem feias, não dão imersão suficiente, com poucos detalhes, nem mostram ação ou algo do gênero.

Somando as cutscenes com o enredo principal, o resultado é uma história bem morna e óbvia, que dificilmente irá prender algum jogador, onde o seu ápice é na verdade o “cliffhanger” com que ela termina, deixando um indicativo de que haverá uma sequência.

E como todo ARPG isométrico, Van Helsing é bem linear, com quests principais onde há pouca escolha, e inclusive ainda possui mapas fixos, sem variação de layout, reduzindo o seu replay value.

Porém, a grande vantagem de ter mapas fixos é o posicionamento de itens e objetos para quests secundárias, e claro, os famosos easter eggs – e disso, o jogo usou e abusou muito bem! O jogo tem muitos deles, em todo canto, e são bem interessantes e divertidos sempre, além de trabalhosos!

O diálogo em geral são retardados, onde o Van Helsing mais parece um protagonista de filme de ação a lá Sylvester Stalone, com linhas excepcionais como “Eu vou te ajudar, eu sou Van Helsing”. Porém, quando a Katarina fala, tudo muda – além de sua atuação impecável pela dublagem, as linhas são humoradas, sarcásticas, ácidas.

Certos diálogos também fazem alguma diferença no decorrer do jogo, não servindo apenas para dizer se você aceita ou não uma quests (que é no que se resume a maioria dos diálogos de escolha). Portanto, leia tudo! Em um momento ou outro, fará muita diferença!

Resumindo o enredo: embora a trama central seja desinteressante, o jogo te prende pelos diálogos divertidos com a participação da Katarina, e pelos easter eggs, que certamente irão te fazer querer explorar todo santo canto de todas as regiões do jogo, sem nenhum arrependimento!

Progressão

Como todo bom ARPG, o jogo possui sistema de nível onde ganha-se pontos de atributos e pontos de habilidades, permitindo ao jogador gastá-los livremente e moldar o seu personagem com total liberdade.

Porém, o jogo foi lançado com apenas uma classe, que posteriormente foi chamado de Caçador (Hunter), quando lançaram os DLCs de classes novas (mais detalhes na guia DLC do Review), totalizando ao todo 3 classes em potencial.

Mesmo assim, o Caçador ainda é a classe mais completa, por equipar dois estilos de armas distintos simultaneamente (arma corpo-a-corpo e arma de fogo), e possuir duas árvores de habilidades únicas, no total sendo a mais versátil e com builds mais variadas.

Passando de nível com seu personagem, você ganhará exatamente 5 pontos de atributos para gastar entre Corpo (Body), Destreza (Dexterity), Força de Vontade (Willpower) e Sorte (Luck), que servem respectivamente para:

  • Body: Aumenta dano físico corpo-a-corpo, defesa e vida. Stat mais completo, totalmente voltado aos porradeiros.
  • Dexterity: Aumenta o dano físico de longo alcance, e aumenta chance de esquiva. Ideal para atiradores.
  • Willpower: Aumenta poder de magia e mana total. Voltada para magos, e skills que causam dano elemental baseado em Spellpower.
  • Luck: Aumenta danos críticos, esquiva e chance de encontrar itens melhores. Estatística híbrida, que combina com qualquer tipo de dano, desde que tenha chance de crítico alta.

Eu achei os atributos bem divididos, cada um separado para um tipo de personagem, favorecendo muito personagens extremos em termos de estatísticas, que só gastam ponto num determinado atributo.

Também achei que Body foi uma estatística meio desbalanceada, pois favorece tanto ataque quanto defesa, e em jogos em geral separa-se sempre Força e Vitalidade, por exemplo, pra evitar esse tipo de problema.

Felizmente, itens não possuem requerimentos de atributos, apenas de nível para serem usados, portanto é uma dor-de-cabeça a menos, e você pode portanto gastar todos atributos como bem quiser sem qualquer restrição.

Você também ganhará 3 pontos de habilidades por nível para distribuir entre as skills. Mas calma, não se anime! Existem habilidades que custarão apenas 1 ponto, mas também existem aquelas que custarão 2 ou até 3 pontos por nível! Portanto, acabam rapidamente.

Na classe Caçador, por exemplo, você terá duas abas de habilidades da classe – Guerreiro Místico (Mystic Warrior) e Caçador Oculto (Occult Hunter), cada qual tendo suas habilidades.

As habilidades de classe são sempre ativas, representadas por um círculo maior, e vão possuem sempre mais de um nível, tendo nível máximo de 5 ou até 10.

Pontos gastos diretamente nestas habilidades irão fornecer um bônus direto, contabilizado numa barra vertical à esquerda das habilidades. Quando essa barra se enche, você receberá um bônus passivo exclusivo, diferente para cada nível preenchido.

Há também um bônus passivo de efetividade diretamente proporcional ao número de pontos gastos (ou seja, 10 pontos gastos numa árvore irá aumentar em 10% a efetividade de todas as skills dela).

Além de poder gastar pontos nas habilidades, cada uma delas possui três modificadores acima, que ao serem liberados, permitirão que o personagem gaste sua barra de Fúria (Rage) para conseguir efeitos adicionais ao lançar a habilidade.

Toda vez que você mata um inimigo você ganha rage, e pode ativar até 3 modificadores de Rage para cada uso da skill, desde que você tenha rage suficiente para isso.

Há também 1 ou 2 passivas atreladas a cada skill ativa, que exigirão um nível mínimo da habilidade para poderem ser liberados, e a partir daí afetarão sempre o uso da habilidade em questão.

Existem mais duas abas especiais de habilidades: Tricks e Auras.

Tricks são habilidades ativas que não possuem custo de mana, porém possuem um cooldown relativamente longo após sua ativação. Também possuem múltiplos níveis, porém não possuem passivas atreladas a elas, nem modificadores de rage. Algumas tricks também precisam ser liberadas durante a campanha.

auras são habilidades passivas que afetam apenas o seu personagem. Infelizmente, você pode manter no máximo duas auras ativas simultaneamente.

Além de atributos e habilidades, você também irá aumentar sua fama (Fame), a medida que faz suas quests e derrota criaturas poderosas. Ao passar de nível de fama, você ganhará um ponto de Regalia (Perk) para gastar.

As Perks características passivas permanentes do personagem, que conferem bônus especiais. Porém, para poder investir seus raros pontos de fama numa perk, você precisará antes de mais nada liberá-la.

A maioria das perks possuem pré-requisitos para ficarem disponíveis, como por exemplo atingir uma determinada quantidade de certo atributo.

Está achando muita coisa? Pois bem: a Katarina, sua ajudante, também tem seu próprio nível, e ao passar de nível, também poderá gastar pontos de atributos e habilidades!

A diferença é que a Katarina ganha apenas 3 pontos de atributos e 2 pontos de habilidades por nível.

Apesar de toda complexidade, o jogo pega leve com os jogadores, pelo fato de ser muito fácil fazer um respec de atributos e skills. Logo no começo do jogo você já encontrará o primeiro NPC que faz isso, permitindo a você realocar os pontos de atributos e habilidade gastos, tanto para aprimorar sua build, ou mesmo para testar uma build completamente diferente. Naturalmente, quanto maior a mudança de pontos necessária, maior o custo.

A Katarina também pode ser resetada, e até com maior facilidade – o reset dela é completo, sempre pelo mesmo preço.

Dos stats apresentados, o único que “não tem volta” são as perks, portanto muito cuidado ao investir pontos nelas!

E claro, os itens! Nisso o jogo é bem tradicional: itens brancos, itens azuis com algumas propriedades magicas, itens amarelos com várias, itens únicos e de set.

Itens únicos costumam ter stats trancados, que precisam de alguma coisa ser feita para serem liberados, como por exemplo, matar X bixos com a arma, ou numa armadura, bloquear X ataques.

Há também o recurso de encantar itens: num NPC enchanter, você pode colocar o seu item, e o NPC adicionará um stat extra ao item permanentemente. Você só pode colocar um encantamento num item, mas pode pagar para remover o encantamento e aplicar outro, que talvez fosse mais útil.

Está cheio de itens raros e quer fazer algo mais útil com eles do que só vender? Você pode forjar itens, combinando 3 itens raros em um novo item raro aleatório. Também é possível combinar itens azuis, mas particularmente nunca perdi tempo com isso.

Posteriormente, poderá gastar mais 2 itens no processo, um para determinar o tipo de item a ser gerado, e outro para determinar o número de stats do item a ser gerado. Muito interessante – eu pelo menos loto minha stash de itens raros, e sempre faço vários forges, na esperança de tirar um item muito bom.

Também existem itens que possuem capacidade de essência, e te permitem aplicar essências neles no NPC Alquimista. Essências são, essencialmente (há), gemas do Diablo 2, que podem ser aplicadas num item para ele fornecer atributos extras.

A vantagem é que no Van Helsing deixaram o sistema mais complexo: não há uma quantidade de slots, e sim um valor numérico, e diferentes essências possuem um diferente custo de capacidade. Por exemplo, se um item possui 10 de capacidade de essência, você pode aplicar 1 essência que custe 8, ou 2 essências de 5.

Há também a possibilidade de combinar essências, misturando duas essências diferentes em uma nova. Você também pode stackar uma mesma essência, gerando uma nova essência com efeitos maiores, e claro, custo de capacidade maior. E o melhor: você pode remover essências de um item sempre que quiser, preservando tanto o item quanto as essências dele!

Pra quem está com dinheiro sobrando ou gosta de fazer uma “fézinha”, o jogo também conta eventualmente com um NPC de Gamble, que te permite pagar um preço relativamente alto por um item, que no fim pode ser de qualquer qualidade: normal, mágico, raro, único… vai da sorte!

Após o fim do primeiro ato, você chegará no “Lair”, que será o seu esconderijo no restante do jogo. Você poderá também melhorar algumas de suas funções, completando quests e gastando dinheiro, para melhorar os geradores do local, aumentar suas defesas e permitir recursos extras em NPCs.

O nível máximo é relativamente baixo: apenas 30, e você com certeza atingirá esse nível antes de zerar. Ou seja, nada de forçar um grind de experiência para atingir nível máximo.

Mas então, ao pegar nível máximo, só resta pegar itens? Não! Personagens nível 30 liberam um outro tipo de sistema de progressão, chamado de Glória (Glory), que demora muito mais para subir, e te permitirá aumentar atributos especiais com eles, como por exemplo, chance de crítico, ou regeneração de vida.

Ufa! Difícil ter mais progressão que isso, não é?

Jogabilidade

A jogabilidade é bem padrão de ARPGs isométricos: extremamente centrada sobre o mouse, que é encarregado da movimentação do personagem e dos ataques em geral.

Recapitulando: o botão esquerdo do mouse é encarregado de fazer o personagem se movimentar e atacar, e o botão direito utiliza habilidades.

O jogo também permite que você ande pelas setas, pra quem quiser se aventurar numa jogabilidade diferenciada.

Na classe Hunter, você poderá também utilizar a tecla R para trocar rapidamente entre armas corpo-a-corpo e de longa distância, o que é útil apenas para builds híbridas.

Você também pode rapidamente alterar a forma da Katarina utilizando a tecla X, que pode assumir uma postura de combate corpo-a-corpo, de combate a longa distância, ou simplesmente ficar em forma de fantasma e não engajar em combate.

A Katarina também pode ter sua inteligência artificial configurada, permitindo que você defina a prioridade dos inimigos dela, se ela irá utilizar poção automaticamente, ou mesmo que tipo de itens ela irá pegar.

As teclas 1 a 4 serão utilizadas por padrão para utilizar Tricks, porém você pode remapear com total liberdade os 4 slots, assim como também os slots de botão esquerdo e direito do mouse.

A tecla T é utilizada para o Town Portal, que te permite viajar rapidamente à cidade sem qualquer custo, e de lá te permitirá voltar para o Town Portal, ou teleportar a vários dos Waypoints, chamados de Ink Portals no jogo.

As teclas padrões de ARPGs também estão lá: ALT para ver itens no chão, SHIFT para atacar sem sair do lugar, etc.

Para utilizar poções rapidamente, as teclas padrões são Q para poção de vida e W para poção de mana. Ao contrário da maioria dos jogos do gênero, não há variações nas poções – são as mesmas poções do início ao fim do jogo, restaurando sempre a mesma quantidade em proporção.

Lembra do sistema de Rage, que permite utilizar Power Ups para melhorar suas habilidades? Você pode utilizar o sistema de várias formas.

As teclas A, S e D irão pré-ativar os Poderes de Fúria respectivamente para ambas as habilidades do botão esquerdo e direito do mouse. Ao ativar a próxima habilidade, a Fúria será gasta, e os Poderes aplicados.

Os poderes podem ser acumulados, por exemplo, apertando S 3 vezes você irá ativar o poder “do meio” de suas habilidades 3 vezes, fazendo-o acumular em efetividade.

Outra alternativa é apertar a barra de espaço, que irá automaticamente ativar os Poderes de Fúria para suas habilidades, conforme o que você pré-definir no menu de Combinação de Poderes, que pode ser acessado ao clicar no botão de Definir Combinação.

O limite é justamente que pode-se escolher no máximo 3 ativações de poderes simultaneamente – por exemplo, duas ativações do primeiro poder com uma do terceiro, ou uma ativação de cada um dos 3.

O sistema de Poder/Fúria trás uma complexidade especial ao uso de habilidades, permitindo ao jogador especializar uma habilidade para cada ocasião, e podem fazer toda a diferença.

Se você não quiser se preocupar com isso, achando uma complexidade desnecessária, não tem problema: existe uma aura passiva chamada Tumulto, que aumenta o dano crítico do jogador justamente quando sua barra de Fúria estiver cheia. Portanto, o jogo permite que você não gaste pontos de Fúria e não saia tão prejudicado!

E uma novidade que agradará a muitos: desde o grande patch do Complete Pack, o jogo vem também com suporte nativo ao controle do Xbox. Infelizmente, é meio “burro” no processo: se ele detectar que há um controle de Xbox plugado ao iniciar o jogo, ele irá te obrigar a utilizar o controle! Portanto, pra quem tiver controle e quiser jogar no mouse, será necessário desplugar o controle ou desativá-lo de outro modo.

De qualquer forma, foi uma ótima adição, e merece o seu devido mérito. A versão para controle altera toda a interface do jogo, inclusive o menu, e o pouco que joguei ela me agradou muito. Certamente, é uma opção pra quem quiser variar, especialmente pra quem é acostumado a jogar no controle.

Gráficos e sons

O estilo artístico do jogo segue uma atmosfera noir, retratado em cidades vitorianas, com um toque de gótico. As cores são bem opacas em geral, e o contraste costuma ser grande com os efeitos de habilidades. O resultado final é uma facilidade na identificação daquilo que realmente é relevante, sem deixar nada cansativo.

Como eu nunca gostei do estilo artístico do Torchlight, e este jogo possui vários de seus sistemas, eu não consigo não olhá-lo como um “substituto adulto” do jogo.

Os gráficos não são pesados, e podem ser facilmente comparados com os de Diablo 3, por exemplo. Exceto é claro nas cutscenes… as pobres cutscenes do Van Helsing estão mais para algo da época do Final Fantasy VII! É algo que dá dó até…

A interface é um tanto rústica, mas possui elementos interessantes, permitindo ao jogador ocultar opções em tempo real, apenas clicando nelas.

A música varia muito – em alguns momentos é monótona e cansativa, mas em outros consegue aparecer e cativar facilmente, combinando bem com a atmosfera do jogo.

Os sons em geral são bons, com leves variações para evitar a repetição constante que aflige jogos do gênero.

O grande destaque fica para o voice acting… da Katarina! Suas falas, seu sotaque e seu humor somam muito ao jogo, e mesmo jogar sozinho fará te sentir amparado e acompanhado em todo momento.

Cooperativo!

Eu joguei muito pouco cooperativamente, e devo ser sincero: foi pior do que eu esperava. O jogo tem sistemas legais, tudo para ser legal, mas infelizmente, por falhas técnicas, deixa a desejar.

O maior problema do modo cooperativo é que a progressão da campanha será avançada apenas no host. Portanto, você está jogando com um amigo, e ele hosteando… se você sair da partida dele e ir na campanha sozinho (ou mesmo tentar hostear para alguém), terá de começar desde o início da história!

É a maior das falhas, sem dúvida, e limita muito as possibilidades de multiplayer. Outras menores incluem crashes com frequência suficiente para tirar a paciência, e somada ao tempo de carregamento altamente elevado, irão desestimular e muito a jogatina entre amigos.

alguns bugs bobos também, que resultam em personagens duplicados em portais e outras coisas engraçadas, mas em geral, podem ser relevados.

Mas não vou tirar os méritos: o lobby do jogo é muito inteligente, por exemplo. Lista todas as informações de cada jogo, inclusive a região do host, sendo inclusive mais efetivo do que mostrar o ping do mesmo.

Também possui vários filtros que podem ser utilizados. E pra facilitar mais ainda, se você tiver criado uma partida singleplayer, pode alterá-la para multiplayer sem nem precisar recriar o jogo. Nada mal.

A dificuldade no multiplayer é muito superior, e torna o desafio bem interessante. Também tive a impressão de que os drops melhoram na mesma proporção, deixando o jogo desafiador porém recompensador.

Em certos momentos, quando um jogador der trigger numa luta de boss, aparece uma janela onde os outros jogadores podem optar de desejam ou não entrar na luta, o que foi algo muito inteligente a ser feito.

Você poderá jogar inicialmente a campanha cooperativamente em até 4 jogadores. Após atingir nível 27, poderá jogar o modo Scenario, também com até 4 jogadores, em busca de itens e desafios.

Para quem cansar de cooperação, há também o modo Battle Royale, que é o PvP básico, com suporte a até 8 jogadores.

DLCs

Desde o seu lançamento, o jogo contou com 3 DLCs: um focado na Katarina, e outros dois adicionando classes extras ao jogo.

O Complete Pack nada mais é do que o jogo base e as 3 DLCs existentes. Seguem os DLCs abaixo:

  • Blue Blood: DLC focado na Katarina, que adiciona 8 skills extras para a Katarina e 1 Aura e 1 Trick ao jogador que influenciam diretamente a Katarina.
  • Thaumaturge: O Taumaturgo foi a primeira classe adicional, que nada mais é do que um mago com nome chique.
  • Arcane Mechanic: O Mecânico Arcano é a última classe adicional, que é uma espécie de engenheiro.

As classes adicionais possuem itens próprios, uma árvore de skills enorme, e tricks diferentes das do Caçador. Jogar com as classes também irá liberar 3 quests específicas de classe, juntamente com 2 novos mapas para elas na campanha.

Já o DLC da Katarina é útil para quem quiser utilizá-la como tank ou algo do gênero, tornando-a mais do que fazer dela apenas um suporte.

Veredito

O jogo me surpreendeu muito. Joguei a campanha dele de uma vez num final de semana, e o jogo me prendeu muito desde o começo – logo que achei o primeiro easter egg, fiquei vidrado procurando todo canto de todos os mapas em busca de outras referências e recompensas.

Também achei a interação com a Katarina muito divertida, certamente muito superior a própria história do jogo, e suficiente para surpreender e render boas risadas constantemente.

Tive expectativas grandes quando fui jogar o modo cooperativo, que embora tenha rendido boas e longas sessões com o Musadriff, sempre terminava com um ou dois crashes seguindos, que eram um banho de água fria na gente.

Comparado aos ARPGs em geral, o jogo parece ter uma rejogabilidade menor do que o esperado – tanto pelo nível máximo inferior, quanto pelas poucas classes, especialmente pra quem não tiver DLC.

Mas mesmo assim, recomendo sem dúvida pra todo fã de ARPG, pois as 10 horinhas que gastei para zerá-lo, mesmo sozinho, foram muito satisfatórias, onde não reclamei em nenhum momento de nada, e pra mim, valeram muito mais do que gastei com o jogo.

Apesar dos problemas estruturais, achei o jogo extremamente polido, onde em momento algum parece ser um título indie, de uma empresa desconhecida.

Se está na dúvida se vale a pena ou não, não tema: acesse a página do jogo no Steam, e baixe o seu demo agora mesmo!

A NeoCore já havia anunciado que o jogo será uma trilogia, e a sequência irá sair no começo deste ano! Eu certamente já estou de olho e esperando!

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Darknesspor Darkness

Criador do nada consagrado mod de Unreal Tournament Apocalypse Weapons de mais de 100 mil linhas de programação, Darkness abandonou o lado negro da força, e hoje vive entre ornitorrincos numa ilha remota na Austrália.